08/12/2016 Rogério Ceni diz estar preparado para pressão como treinador: “No pacote”

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Novo técnico do São Paulo, ex-goleiro diz que os feitos como jogador estão na memórias, mas tem consciência de que será avaliado a partir de agora como treinador

Ídolo do São Paulo, o ex-goleiro Rogério Ceni voltou a vestir a camisa tricolor e, a partir de agora, terá a missão de comandar a equipe na função de treinador. Apesar da forte ligação com o clube e da admiração da torcida, o ex-jogador sabe que não estará livre de cobranças e disse estar preparado para encarar a pressão do cargo após ser apresentado oficialmente, nesta quinta-feira (assista ao vídeo).

– Espero (que a cobrança) venha como para qualquer outro treinador. A gente tem que guardar na memória o fato da carreira como jogador, dos 25, 26 anos, dos títulos conquistados, mas é uma nova profissão que se inicia. São profissões distintas e você vai ser avaliado pela capacidade que você tem na sua nova profissão. Espero que o torcedor se manifestem da maneira como se sentir mais confortável. Primeiro, que vá ao estádio, e depois que se manifeste da maneira como desejar. Eu, quando assumo o risco de ser treinador, todo esse pacote vem embutido com esse risco – afirmou, em entrevista ao “Seleção SporTV”.

Rogério Ceni, técnico do São Paulo (Foto: Reprodução SporTV)Rogério Ceni, técnico do São Paulo (Foto: Reprodução SporTV)

Ao  falar sobre a decisão de seguir carreira como técnico, Ceni contou ter conversado com o São Paulo antes mesmo da contratação do antecessor Ricardo Gomes e, na ocasião, deixou claro que a intenção era assumir o clube no início de uma temporada, mesmo que isso só acontecesse mais para frente.

– Logo da saída do (Edgardo) Bauza, quando ele foi à seleção argentina, fui até o Morumbi, antes da contratação do Ricardo Gomes, e o Leco disse que queria ouvir minhas ideias, e eu coloquei meu ponto de vista sobre o que eu via do futebol, disse que estava fazendo cursos, estudando, e que não me sentiria confortável em assumir uma carreira de treinador em meio a uma preparada, que não me sentia preparado para isso, e que se um dia houvesse essa oportunidade, seja para 2017, ou somente 2018, 2019, que eu gostaria de ter uma preparação, uma pré-temporada para conhecer os jogadores e entender mais o trabalho. Enquanto isso fui estudar – contou.

Trabalharão com Rogério o inglês Michael Beale, que deixou o comando do time sub-23 do Liverpool, e o francês Charles Hembert, profissional ligado à logística que já auxiliou a seleção brasileira.

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